“A gente não tem nada. Pode até parecer que tem, mas não tem. Brigamos, discutimos e nos tratamos como se houvesse algo, mas não há. Passamos horas no telefone, a madrugada juntos, a maior parte do tempo grudados, mas não gruda pra valer. Ela diz “vem ficar aqui comigo”, e eu vou. Eu digo “fica mais um pouco”, e ela fica. Quando um se afasta do outro, ambos dizem “por favor, volta”, e nós voltamos. O mundo diz para admitirmos que existe algo entre nós, mas não admitimos. Nem para nós mesmos. Porque a gente não tem nada, e não tendo nada, não há o que admitir. E por mais absurdo que possa parecer: a gente não é um do outro, mas nos pertencemos mesmo assim.”
“Derramei três lágrimas: A primeira escorreu pela face e perdeu-se na boca; A segunda morreu achatada contra o assoalho; A terceira caiu na tua mão. E foi a que mais doeu.”
“É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela.”
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O Teorema Katherine (via
allaxg)
Nordestiana: Nas ondas dessa dor
Nas ondas dessa dor, acabei afundando, estou chegando ao fundo e ele é negro, não enxergo nada, não posso respirar se não morro afogado o que faço, preciso de alguém que me salve, de algo que me leve para cima, mas esta tão tarde, estou em meio dessas ondas, desse abismo, dessas embaladas…
“Tá rindo do que?
- Sei lá, é engraçado esse jeito do ser humano, reclama quando não tem e quando tem consegue perder.”
Nordestiana: Nossas conversas rendem poesias
Saí pra esquecer e te vi. Sequer havia bebido e te vi. Olhei para os lados, segui a conversa,e agora era tu quem me olhavas, fixo. Como se me intimasse, me intimidei, te odiei e odiei a mim mesma e ao desejo que me traía. Ridícula. Só me havia sentir o ridículo. Eu era ridícula, tu eras, eramos…
“Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir.”
vou começar a pensar nos amores como as músicas… é um fervor no começo, depois acalma e no fim esquece. aí um dia, cê vai procurar uma coisa e descobre lá num arquivo antigo, aquela música que cê nunca mais escutou. nostalgia breve, e deu. amores são músicas, só que mais complicados.
(maria)
(Source: os-cu-lar)
“Viver, vivendo, é a onde me encontro, mas tardia a dor se fora, o vento a levou, lembrei-me de viver, todos os instantes, todos os momentos, então pego-me nostálgica, com lembranças, e o vento trás a tristeza de volta, com tanto carinho me entrega, é minha alegria vai-se com o vento, que tornará mais tarde. É nesta dança nostálgica pego-me a dançar, e ouço o tempo que era bom. vejo-me no tempo em que era bom, por que não viver a vida, eternidade, mesmo morta, estarei a viver, segundo por segundo, e pego-me a voltar na dança da alegria, troquei o disco, é tudo ficou tão claro. Sair-me daquele sombrio escuro, e minha alma recebeu nova idade, é pude ver-me em meio desta dança, parto-me para longe da tristeza, a vida e mais bela, mas viva, ou quase isso… Vivo uns segundos de alegria, compartilho os poucos sorrisos sinceros que me restaram, e valso ao som dos pássaros, que me tiram do chão e me fazem flutuar. Sentir borboletas no estômago, ora, que sensação maravilhosa. Lembro-me dos amigos, da família e da fé, são suficiente para prosseguir, com dor ou com amor. Pena que essa inteira sensação logo se vai, logo uma tempestade a ela, e retorno a minha velha e nada mole vida. A vida não é fácil, mas seguir é a única saída, bota as lembranças e saudades na mochila, e ergue-se.”
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Nordestiana acompanhada da
florescedora. (via
florescedora)